Bem-estar

12/09/2016 09h00

Riscos da enxaqueca em mulheres

Saiba o que fazer para minimizar as chances de ter doenças graves.

Por Nosso Bem Estar

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Headache

Quando se fala em enxaqueca, geralmente se pensa em fortes dores de cabeça. Porém, este é apenas um dos sintomas da doença, nem sempre existente

As dores da enxaqueca são terríveis! Normalmente este tipo de dor compromete a qualidade de vida das pessoas, porém, não é só isso: a doença pode acarretar problemas mais graves, especialmente nas mulheres. Ela é uma doença crônica, ou seja, ela tem hora para começar, mas não para terminar. A grande característica da enxaqueca é o desequilíbrio entre hormônios e substâncias transmissoras situadas no nosso cérebro. Isso ocorre principalmente, devido ao estilo de vida e hábitos da pessoa, mas também há o fator predisposição genética.

Sintomas da enxaqueca

Quando se fala em enxaqueca, geralmente se pensa em fortes dores de cabeça. Porém, este é apenas um dos sintomas da doença, nem sempre existente. Isso mesmo, a enxaqueca pode se manifestar apenas por enjoos, alterações de humor, vômitos, visão embaçada, tontura, aversão à claridade, perda parcial de visão e formigamentos, entre outros. A aura também pode ser visualizada em alguns casos.

Enxaqueca com aura

A enxaqueca sem aura acontece na maioria dos casos. Nas situações onde há aura, há sintomas visuais e sensitivos, além dos outros já citados. As pessoas podem perceber:

     - Ruído no ouvido;

     - Dificuldade para falar;

     - Perda de equilíbrio;

     - Dificuldade para movimentar os olhos;

     - Visão com luzes piscando ou manchas brilhantes;

     - Sensação de estar caindo ou falta de percepção no tamanho dos objetos.

Agora que você já conheceu um pouco sobre a enxaqueca, conheça os seus riscos em mulheres.

Combinação com anticoncepcionais

O problema acontece porque a maioria das mulheres faz uso de anticoncepcionais. Os medicamentos contra gravidez, quando ingeridos por mulheres que possuem enxaqueca, podem aumentar em duas vezes os riscos de AVC.

Para que continuem utilizando esse método, as mulheres que tem enxaqueca devem ingerir pílulas anticoncepcionais com limitações.

Se a dor de cabeça for do tipo sem aura e não houver nenhum histórico de doenças cardiovasculares, elas podem tomar comprimidos até os 35 anos de idade. Após essa faixa etária, os riscos de acidente vascular cerebral dobram.

Caso a paciente não tenha enxaqueca, mas após o uso de anticoncepcionais a doença se desenvolva, é preciso comunicar ao ginecologista. Nesse casos, normalmente há interrupção do tratamento.

Porém, se a enxaqueca for do tipo com aura, o uso de medicamentos contra gravidez está contraindicado, pois aumenta as chances de AVC em seis vezes. Isto acontece porque sempre há risco de doenças cardiovasculares, que serão agravadas pela ingestão dos comprimidos. E pior ainda quando a mulher é fumante (aumenta em vinte vezes).

Fatores de risco

O uso de anticoncepcionais por mulheres que sofrem com enxaqueca aumenta as chances de um AVC. Isso ocorre, porque o medicamento deixa o sangue mais viscoso e coagulado, o que pode provocar entupimento de vasos sanguíneos.

O tabagismo piora o quadro, pois pode desenvolver a formação de placas de gordura nos mesmos vasos.

Um estilo de vida não saudável, sem realização de exercícios físicos com regularidade e/ou com alimentação rica em colesterol, pode aumentar a pressão arterial, provocando problemas cardiovasculares.

As mulheres que possuem enxaqueca devem fazer acompanhamento médico regular, bem como tratar de doenças do coração, incluindo hábitos saudáveis. É fato que essas medidas melhorarão sua qualidade de vida.

Alternativas

Caso a mulher não queira ou não possa fazer uso de anticoncepcionais combinados (estrogênio e progesterona), ela pode optar por métodos contra gravidez que não envolvam medicamentos (preservativo, por exemplo). Além disso, as mulheres podem optar por comprimidos não combinados, como a pílula de desogestrel, o implante subdérmico de etonogestrel ou ainda o DIU liberador de hormônio levonorgestrel.

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