Bem-estar

25/01/2016 12h54

As bromélias e o Aedes aegypti

Nem toda água parada serve para a proliferação do mosquito.

Por Nosso Bem Estar

Arquivo Nosso Bem Estar
Aaegypti2

Mas será mesmo que a água que fica dentro da bromélia causa algum perigo à população?

As bromélias, apesar de reterem águam entre suas folhas, são imunes ao mosquito Aedes aegypti. Das mais de 3 mil espécies existentes, 43% delas são originárias do Brasil. Mas será mesmo que a água que fica dentro da bromélia causa algum perigo à população? De que forma é possível prevenir a proliferação do mosquito da dengue? E quais as doenças causadas por esses mosquitos? Vamos responder todas essas dúvidas neste artigo.

Por que elas são imunes?

Há dois motivos para as bromélias serem imunes: o primeiro deles é que parte das plantas dessa espécie não acumula água, por isso, não é possível que o mosquito se prolifere; o segundo é que as que acumulam água têm folhas arredondadas, formando no meio da planta uns tanques de água que servem de habitat de outros animais, como anfíbios e répteis. Esses animais, ao entrarem em contato com a água, soltam dejetos, o que faz com que ela não seja limpa.

Como combater o mosquito da dengue?

Sabendo que podemos relaxar com relação às bromélias, não podemos nos descuidar de jeito nenhum dos outros locais de acumulação de água. Olho vivo nos seguintes itens:

  • Manter caixas de água sempre fechadas.
  • Lavar tanques que armazenam água semanalmente.
  • Limpar as calhas e os bueiros que podem estar acumulando água.
  • Encher os pratinhos das plantas de areia.
  • Colocar o lixo em um local fechado.
  • Fechar bem os sacos de lixo.
  • Não deixar água acumulada em poças no pátio e na laje.
  • Tirar do pátio objetos que podem acumular água. 

 

Cada vez mais doenças transmitidas pelo mosquito

Dengue

Os principais sintomas da doença ocorrem a partir do terceiro dia após a picada do mosquito. São eles: falta de ar, fortes dores de cabeça, dor atrás dos olhos, perda do apetite, manchas e erupções na pele, náuseas, vômito, tontura, cansaço e dores nos ossos e nas articulações. Além da variante mais comum, há também a dengue hemorrágica, que causa dores abdominais contínuas, vômitos, pele pálida, sangramentos no nariz e nas gengivas, sonolência, confusão mental e dificuldade respiratória. Esse segundo tipo tem um maior grau de mortalidade entre suas vítimas, por isso é necessário ficar atento e procurar socorro logo nos primeiros sintomas.

Chikungunya

A febre chikungunya tem alguns sintomas parecidos com os da dengue. Porém, a maior diferença é que nessa doença o vírus causa muita dor nas articulações dos pacientes, tornando uma simples caminhada e outros movimentos muito difíceis.

Zika Virus

Esse vírus foi identificado pela primeira vez em território brasileiro em 2015, mas suas proporções aumentaram rapidamente. A maioria dos pacientes identificados com o zika vírus não desenvolve manifestações clínicas. Quando há sintomas, os principais são: dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele e coceira nos olhos. O vírus pode ser também um dos principais fatores para o aumento dos casos de microcefalia no país, por isso, mulheres grávidas e em idade fértil devem se precaver ainda mais.

É importante cuidar para que o mosquito da dengue não se prolifere, mas não é necessário sair cortando todas as bromélias que aparecerem. Os outros cuidados explicados neste artigo são muito importantes e geram um resultado ainda maior. As complicações trazidas por esse mosquito são inúmeras e por isso deve haver uma mobilização nacional para acabar com a proliferação do Aedes aegypti.

X