Saúde Integral

24/10/2013 07h43

Exercícios físicos são fundamentais para a saúde

Estudos sobre o sedentarismo trazem um alerta: ficar parado é o caminho mais curto para adoecer!

Por Nosso Bem Estar

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Mobilidade e movimento trazem saúde para o corpo e a mente

Nossos novos tempos: excesso de estímulos visuais e mentais paralisam nosso corpo. Parados perante a tela dos computadores e , vamos vendo a vida passar fora de nossos corpos. Enquanto isso algo vai se deteriorando em nosso interior: o resultado de séculos de evolução, que nos preparou para a mobilidade e constante movimento. E chegamos ao inacreditável estado atual, em que o sedentarismo virou uma doença epidêmica de nossa civilização.

Pesquisas surgem a todo o momento comprovando o fato. Um estudo publicado na revista médica britânica Lancet estima que a falta de exercícios vem causando tantas mortes quanto o tabagismo. Os estudiosos dizem que o problema é tão grave que deveria ser tratado com uma pandemia. E não é para menos: a inatividade é responsável por uma em cada dez mortes por enfermidades como problemas cardíacos, diabetes e câncer de mama ou colorretal. E mais: estima-se que um terço dos adultos não se mexa o suficiente, o que resulta na morte de 5,3 milhões de indivíduos por ano em todo o mundo!

Segundo o médico Moisés Cohen, chefe do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo, temos que combater o sedentarismo por uma questão de saúde, e não apenas estética. “A pessoa que não se movimenta acaba sujeita lesões de toda a ordem: no sistema locomotor, atingindo músculos, ossos e cartilagens; na parte clínica, provocando doenças cardiovasculares, diabetes, colesterol alto e outros distúrbios. Hoje, levando em conta a longevidade da população, precisamos pensar em como queremos chegar aos 80, 90 anos. Para ter qualidade de vida nesta faixa etária, é imprescindível investir agora em atividade física, e de forma completa: fazendo modalidades aeróbias e anaeróbias, para benefi ciar o corpo como um todo.”

Na América Latina e no Caribe, o estudo mostra que o estilo de vida sedentário é responsável por 11,4% de todas as mortes por doenças como problemas cardíacos, diabetes e câncer de mama e
do cólon. No Brasil, esse número sobe para 13,2%. Os últimos dados do IBGE sobre a população brasileira são alarmantes: 49% dos brasileiros, com 20 anos ou mais, está com excesso de peso. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) informa que o sedentarismo atinge o mesmo índice: 49% da população “não se mexe”.

Hipertensão arterial, diabetes, aumento das taxas de colesterol e triglicérides, infarto do miocárdio, males respiratórios, osteoporose, ansiedade, obesidade e morte súbita. Eis alguns dos distúrbios que podem acometer quem vive na inércia. Portanto, se a pessoa não vai, não sai, não se mexe, ela literalmente, racha – adoece, sai da cena da vida e entra nas estatísticas hospitalares.

Mudança de atitude

O que classifica alguém como sedentário? A falta ou a insuficiência de atividades físicas no dia a dia. A pessoa não tem que, necessariamente, praticar esportes ou fazer ginástica numa academia para não ser sedentária. Mas se incorporar ações cotidianas que mobilizem seu corpo, como andar nas ruas, subir escadas, limpar a casa etc, ela pode dar funcionalidade a seus músculos e órgãos. Se a pessoa mexer o corpo 30 minutos, três a quatro vezes por semana, de forma contínua ou acumulada, caminhando 15 minutos de manhã e no fim do dia, por exemplo, isso já faz uma boa diferença. Mas é imprescindível ter regularidade, caminhar de vez em quando só esconde o sedentarismo.

A modalidade mais recomendada para começar a sair do sedentarismo é a caminhada, que pode ser realizada em qualquer lugar, a qualquer hora e em qualquer nível de condicionamento. E acrescentar outras formas, como correr, pedalar, nadar, dançar, jogar bola. Descobrir o prazer de se movimentar pode mudar o jogo de sua vida. Mexa-se!

 

Fonte: Jornal Bem Esta

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