Família

17/03/2015 23h02

I Congresso Online de Nascimento Natural e Humanizado inicia amanhã

Evento ocorre de 19 a 25 de março com a participação de especialistas e ativistas do Brasil e do exterior. Inscrições são gratuitas!

Por Nosso Bem Estar

Débora Amorim
Daniele carcute

"Se quisermos verdadeiramente mudar a humanidade temos que mudar a forma como nascemos"

Começa nesta quinta-feira (19) o I Congresso Online de Nascimento Natural e Humanizado, evento que reunirá uma série de médicos, enfermeiras, pesquisadores, parteiras, doulas, psicólogas, psiquiatras, advogadas e ativistas pela humanização do nascimento do Brasil e do exterior. O evento avança até o dia 25 de março com palestras diárias. As inscrições são gratuitas! Clique aqui para conhecer a programação e participe!

A escritora e Terapeuta Reichiana Cláudia Rodrigues é um dos destaques da programação e irá oferecer uma série de dicas de mãe para mãe. "O parto põe a mulher em contato com o animal dentro dela. E eu conheço muita gente que não quer ver isso. Nós vamos aprendendo a fazer o "eu biológico" se submeter ao "eu cultural", ao invés de criar um distanciamento e simplesmente olhar esse "eu cultural", permitindo o "eu biológico" dar vazão. Quando a mulher engravida, ela entra em contato, necessariamente, com a questão da sobrevivência e multiplicação da espécie, e isso é uma das coisas mais poderosas e biológicas de nossa existência", defende Cláudia,

Cláudia ressalta que antigamente a mulher paria naturalmente, sem muitas interferências culturais. Na avaliação dela, a medida que vão aumentando as interferências culturais, a natureza da mulher vai perdendo força. "A dominação dói. A dominação causa medo. Não só a dominação do homem em cima da mulher, mas de tudo o que isso representa. Hoje, o medo da mulher é algo mais profundo, mas cultural. Hoje, quase toda mulher tem medo de colocar o seu bebê, do seu poder pessoal, em um mundo do jeito que está. Esse desconforto da mulher com o bebê dentro dela e com ele saindo...esse medo é cultural".

O  ginecologista, obstetra e homeopata Ricardo Jones também será palestrante. Para ele, humanizar o nascimento é restituir o lugar de protagonista à mulher. "Humanizar a chegada de um novo ser ao mundo baseia-se na ideia de que ele deve ser tratado com carinho e ser bem recebido desde o início, além de oferecer à mulher o controle do processo. O parto humano foi forjado nesse grande laboratório de aprimoramento que é o processo evolutivo, e não pode ser melhorado através de equipamentos, drogas ou cirurgias. Nossa função como cuidadores da saúde é observar os casos em que existe uma "fuga da fisiologia" na direção perigosa da patologia. Nesse caso, poderemos com toda a confiança e confiança usar a nossa arte e nossa tecnologia para salvar tanto mães quanto bebês", destaca.

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