Planeta

28/07/2014 11h02

Educação proibida

Conheça modelos educativos transformadores

Por Nosso Bem Estar

ISLANDWOOD/ DIVULGAÇÃO/ NBE
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Escola norte-americana realiza aulas junto à natureza

A educação passa por um processo de transformação. O modelo educacional vigente está desfasado há décadas e não podemos tentar ensinar às nossas crianças e adolescentes um conteúdo que eles podem acessar na hora que quiserem em qualquer celular que tenha wi-fi. Muitos movimentos de vanguarda acontecem pelo mundo (e felizmente aqui no Brasil também, com sucesso) e um deles é a IslandWood, uma escola ao ar livre em Seattle, nos EUA.

IslandWood é um exclusivo centro de aprendizagem ao ar livre de 255 hectares, projetado para oferecer experiências excepcionais de aprendizagem ao longo da vida e inspirar a gestão ambiental e da comunidade, combinando a pesquisa científica, a tecnologia e as artes para ajudar os estudantes a descobrirem as conexões naturais e passarem a se integrar mais à natureza, coisa que não acontece no cotidiano urbano.

Baseada nas ideias de aventura e exploração sugeridas pelas próprias crianças da região, Debbi e Paul Brainerd, moradores de Bainbridge Island nos EUA, fundaram a escola na floresta em 1997 – uma organização sem fins lucrativos e que conta com um design inovador, que se tornou exemplo de economia de energia e de estilo de vida sustentável, ensinando valores vitais para o desenvolvimento crítico e analítico dessas crianças.

Outra forma de aprender

Novos modelos educativos vem sendo discutidos há algumas décadas, no mundo todo. O documentário independente “A Educação Proibida”, de 2012, apresenta alguns deles e questiona a escolarização moderna. É o resultado de mais de 90 entrevistas realizadas em 8 países através de 45 experiências educativas não convencionais, com um total de 704 co-produtores.

O atual sistema “Prussiano”, originado do padrão militar de educação da Prússia, no século 18, tem como objetivo gerar uma massa de pessoas obedientes e competitivas, com disposição para guerrear. As escolas são colocadas no mesmo patamar das fábricas e dos presídios, com seus portões, grades e muros; com horários estipulados de entrada e de saída, fardamento obrigatório, intervalos e sirenes indicando o início e o fim das aulas.

O sistema educacional vigente acaba refletindo verdadeiras estruturas políticas ditatoriais que produzem cidadãos "adestrados" para servir ao sistema. Infelizmente, esse foi o modelo que se espalhou pela Europa e depois pelas Américas. Sua principal falha está em um projeto que não leva em consideração a natureza da aprendizagem, a liberdade de escolha ou a importância do amor e das relações humanas no desenvolvimento individual e coletivo.

Assista o documentário “A Educação Proibida” (É longo, mas vale a pena!)

Algumas das propostas e princípios pedagógicos que sustentam "A Educação Proibida":
Método Montessori; pedagogia Waldorf (Rudolf Steiner); pedagogia Crítica; pedagogia Liberadora (Paulo Freire); método Pestalozzi; método Freinet; A Escola Livre; A Escola Ativa; pedagogia Sistêmica; educação Personalizada; pedagogia Logosófica.

Sem salas, turmas ou séries

Uma experiência educativa inovadora está sendo implementada no Rio de Janeiro: 180 crianças e jovens da Rocinha terão uma educação mais alinhada com os moldes do século 21, Nada de séries, salas de aulas com carteiras em filas e crianças caminhando ordenadamente pelo espaço comum.

Os alunos que estariam entre o  7° e 9° anos  serão agrupados em equipes de seis membros, chamadas de “famílias”, independentemente de sua série de origem. A formação das famílias ocorrerá em parte por afinidade, a partir da escolha dos próprios membros, e em parte a pelo diagnóstico de habilidades ao qual os alunos se submeterão no início do ano letivo.

Cada aluno terá um itinerário de aprendizado pessoal, que funciona como uma espécie de playlist, só que em vez de músicas, estarão os pontos que ele precisa aprender ou desenvolver. O próprio aluno vai escolher como quer absorver o conteúdo – através de videoaulas, leituras, atividades individuais ou em grupo. Eles também terão acesso a tablets e netbooks para que possam ir e vir com mais facilidade pelos ambientes da escola.

As avaliações acontecerão de 3 formas – diagnóstica, feita no início de cada ano; somativa através de grupos de estudos; e por competências, que podem ser pessoal, relacional, cognitiva e produtiva.

Os professores também terão um novo papel no projeto. Ele deixa de ser um transmissor do conhecimento para ser um facilitador, um motivador, um arquiteto da aprendizagem, que garante que todos os alunos estão trabalhando e aprendendo.

A proposta de ensino foi idealizada pela Secretaria de Educação do Rio de Janeiro e surgiu a partir de estudos feitos em escolas internacionais de caráter inovador.

Fontes: Hypeness – www.hypeness.com.br, Island Wood – www.islandwood.org, Educação Proibida - www.educacionprohibida.com 

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