Saúde Integral

28/10/2013 08h59

Vírus tornam-se mais resistentes aos medicamentos

Apesar dos avanços da ciência, muitos produtos da indústria farmacêutica prejudicam as defesas

Por Nosso Bem Estar

JOSUÉ GOGE/FLICKR/DIVULGAÇÃO/NBE
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A cada ano que passa, graças à introdução da ideia no imaginário coletivo da sociedade de que os avanços da pesquisa médica oferecem produtos químicos (remédios) que proporcionam uma cura mais rápida e eficaz do que seus antecessores, as pessoas acreditam que a solução de seus males está no último lançamento da indústria farmacêutica. Os remédios se proliferam como se fossem produtos da moda, com lançamentos a cada estação, com consumidores ávidos por experimentarem as novas drogas. O outro lado da moeda, pouco mostrado, é que os vírus estão
se tornando mais resistentes e mais fortes, fazendo com que variantes extremamente comuns de doenças sejam cada vez mais difíceis de curar.

Hoje é muito comum que uma aspirina já não seja sufi ciente para aliviar uma dor de cabeça. Este exemplo serve para perceber claramente em que estado se encontra o sistema imunológico dos  indivíduos que vivem nas sociedades de consumo atuais: o bombardeio constante sobre as doenças com drogas e remédios de todos os tipos fez com que os vírus que as causam tenham desenvolvido resistência aos agentes neutralizantes que anteriormente as eliminavam.

Mesmo tratando-se de um simples resfriado ou de doenças mais graves (incluindo câncer), é cada vez mais comum não encontrar tratamentos que ajudem a curar essas condições, ou pelo menos a diminuir seus efeitos. No caso do vírus da gripe e resfriados, a baixa resposta das doses típicas de medicamentos leva a aumentar a medicação. Assim, não cura a doença, mas acrescenta sua resistência a tratamentos futuros.

A automedicação

A energia que atualmente se requer para manter o ritmo de vida que a nossa sociedade exige tem levado notavelmente ao crescimento da automedicação e ao uso indiscriminado de medicamentos de venda livre. Como cada vez mais nos indicam que precisamos nos aliviar o mais rápido possível (remédios são divulgados e vendidos quase como poções mágicas – lembram do “tomou doril a dor sumiu’?), é muito comum se fazer a autoprescrição de medicamentos.

O caso dos antibióticos é um exemplo claro desta situação: muitas variedades que se revelaram eficazes no passado, hoje só alcançam seus efeitos em menos de 50% dos casos. Além de fazer surgir um possível aumento na dependência de fármacos, esta conduta dificulta o tratamento futuro de qualquer doença.

Com a presença constante em nosso organismo dos componentes químicos dos remédios, alguns agentes externos evoluem para um estado de resistência maior, o que lhes permite infectar o corpo, mesmo com esses componentes presentes. Por isso, precisa-se de uma maior dose de remédio para eliminá-los, caso não tenham já desenvolvido uma completa resistência aos mesmos. O circulo vicioso se estabelece a partir de doses cada vez mais altas ou novas drogas mais fortes indicadas para problemas que antes eram resolvidos de forma mais simples.

Voltando ao natural

Para lidar com o aumento da resistência às drogas, é bom manter o corpo o máximo possível longe dos tratamentos invasivos, a menos que seja uma doença muito complicada e em fase avançada. Antes de tudo, é importante saber evitar a influência das campanhas de publicidade massivas feitas por muitos laboratórios para promover seus produtos, e que criam a noção (totalmente falsa) de que certos medicamentos fornecem uma cura rápida e definitiva para doenças específicas. Lembre-se que profissionais de saúde também estão envolvidos nestas campanhas, como tem sido continuamente denunciado.

Em segundo lugar, evite o excesso de automedicação, mesmo que seja apenas uma ou duas aspirinas. Para aliviar as doenças mais comuns do organismo (constipações, tosse, resfriados crônicos, dores de cabeça, etc. não recorra imediatamente aos produtos oferecidos nas farmácias. Existem outras terapêuticas eficazes e menos agressivas, como a homeopatia, além dos medicamentos e terapias tradicionais, que surgem como uma boa opção aos agentes que estão causando a doença - por seus menores efeitos colaterais e também porque atacam a raiz do problema- , e atuam não apenas junto aos sintomas externos através dos agentes químicos.

É importante valorizar o retorno ao uso de tratamentos caseiros e preventivos, para que, quando seja necessária, no caso das doenças perigosas, a medicina tradicional possa ajudar.

 

Fonte: Jornal Bem Estar

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