Saúde Integral

17/10/2018 09h30

Fuja do efeito sanfona

Mais que prejuízos estéticos, emagrecer e engordar novamente pode trazer sérios danos à saúde.

Por Nosso Bem Estar

Pixabay
Dieta barriga fita grande abre

O efeito sanfona acontece como uma resposta a dietas nem sempre adequadas.

Por que é que depois de uma dieta eu acabo engordando tudo de novo? O efeito sanfona acontece como uma resposta a dietas nem sempre adequadas.

Quando você opta por seguir as dietas de revista ou aquelas do “ovo”, da “sopa” ou do “chá”, a partir do momento em que começa a perder algum peso de maneira significante, seu organismo entra em estado de emergência e começa a poupar energia.

Com isso, ele vai queimando cada vez menos calorias e desacelerando o metabolismo gradativamente. Então, depois de “terminada a dieta”, o efeito sanfona aparece aqui: você volta a comer tudo de novo e recupera todo o peso, correndo o risco de engordar mais ainda.

Isso acontece porque, como o organismo estava em “modo de economia de energia”, a partir do momento que mais energia (carboidratos, principalmente) começa a ser consumida, ele sai desse estado e passa a acumula-la para possíveis situações emergenciais no futuro.

 

Quais são as consequências?

Seria muito bom que o efeito sanfona só tivesse como consequência a perda e o aumento de peso, mas não é só isso. Com ele, vem:

  • Bagunça metabólica: imagine submeter seu metabolismo à restrição, adapta-lo com pouca coisa e, subitamente, encarar o excesso. Além de não conseguir metabolizar tudo o que você come, ele vai poupar seus esforços para guardar “pra depois”. Em alguns casos, hormônios como o cortisol, por exemplo, são estimulados a fim de aumentar a fome, para compensar a energia que se quer ganhar de volta.
  • Problemas cardiovasculares: uma pesquisa publicada no New England Journal of Medicine constatou que pessoas que passam por um efeito sanfona várias vezes estão mais propensas a desenvolver problemas cardiovasculares.
  • Possível diabetes: o efeito sanfona está muito associado ao desenvolvimento da diabetes. Uma vez que depois da dieta restritiva exista um maior volume de consumo de carboidratos, a insulina produzida no organismo pode ser insuficiente, favorecendo a circulação desses “açúcares” no sangue e predispondo o indivíduo à diabetes.
  • Enfraquecimento do sistema imunológico: geralmente, as dietas restritivas não possuem quantidades nutricionais satisfatórias. Com isso, o sistema imunológico enfraquece pela falta de estímulo e predispõe o indivíduo ao desenvolvimento de doenças fúngicas (cândida, por exemplo) e virais (gripe, por exemplo).
  • Aumento dos níveis de colesterol: níveis aumentados de colesterol são fator predisponente para o desenvolvimento de problemas cardiovasculares como arritmia ou infarto, por exemplo.
  • Flacidez e estrias: o processo de emagrecer e engordar a curto prazo pode sobrecarregar a pele e resultar em estrias (é o que acontece com as gestantes), passíveis de cicatrização apenas após aproximadamente 3 anos.
  • Aumento do estresse: a fome e a restrição calórica podem resultar no estímulo do hormônio do estresse, o cortisol. Quando presente no organismo por longos períodos, é capaz de aumentar o risco do desenvolvimento de doenças cardíacas, câncer e diabetes.

 

Como prevenir?

O efeito sanfona é resultado de uso indiscriminado de dietas restritivas sem o devido acompanhamento. O ideal é que o emagrecimento seja um processo lento e gradativo de adaptação e mudança para um estilo de vida novo e mais saudável.

Melhore sua alimentação, faça exercícios e procure ajuda especializada para conduzir racionalmente o processo de emagrecimento.

 

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