Bem-estar

24/10/2013 10h35

Pilates para os de maior idade

Prática ganha adeptos entre os idosos pois trabalha limites, evita lesões e desgaste físico

Por Nosso Bem Estar

STEVE DEBENPORT/ISTOCKPHOTO/NBE
Pilates para os de maior idade

Resultados são mais equilíbrio muscular, força e mobilidade

O método Pilates foi criado na Primeira Guerra Mundial pelo alemão Joseph Pilates (1880-1967). Ele integrou conhecimentos da ioga, da meditação e dos exercícios gregos e romanos, entre outros. O trabalho inclui, portanto, concentração, respiração, alinhamento, controle de centro, eficiência e fluência de movimento.

Os efeitos em pessoas de mais idade são diversos e impressionantes: mais força e controle muscular; melhor capacidade respiratória e melhoria na circulação; ampliação da flexibilidade, alongamento da musculatura (que fica mais tonificada e definida); mudança na postura, mais correta; aumento da consciência corporal; melhora no equilíbrio e coordenação motora; alívio significativo do estresse, da fadiga e de dores musculares e uma melhoria na saúde das articulações.

Os exercícios, feitos no solo ou em equipamentos que usam molas para oferecer assistência e resistência ao movimento, nunca são repetidos mais que dez vezes e são realizados com foco na respiração correta e na postura do corpo. As sessões são individuais ou em grupos pequenos, para que as séries possam ser adaptadas às necessidades e limitações de cada praticante, e o instrutor possa dedicar atenção à qualidade dos movimentos - que importa mais do que a quantidade. Os resultados de todo esse cuidado são sentidos em no máximo 30 sessões, dizia o próprio Pilates.

Os benefícios são evidentes para os mais idosos e para quem tem algum problema de saúde que cause limitações físicas. “O maior equilíbrio muscular possibilita realizar com mais conforto as tarefas do dia a dia. Dá mais energia”, diz Inélia Garcia, frequentadora do Z Studio Pilates, de São Paulo.

“O respeito aos limites do corpo evita lesões e desgaste físico; a respiração correta aumenta a capacidade pulmonar e melhora a circulação; e o trabalho individualizado permite corrigir desvios posturais, trabalhando mais determinados músculos que outros. Isso é bom para todos, desde o esportista que não quer se machucar, até para quem está se recuperando de um derrame”, afirma Teresa Camarão, do estúdio que leva seu nome no Rio de Janeiro.

Depoimentos de quem faz

A professora aposentada Anna Maria Valls, de 72 anos, é adepta do Pilates. Ela já fez aulas de jazz, dança e alongamento, mas cansou-se de ter de seguir o ritmo do grupo, decidiu que precisava de uma atividade que respeitasse suas limitações de movimentação e seu marcapasso. Há três anos faz Pilates, três vezes por semana, e comemora os resultados: as dores nas articulações melhoraram e sua flexibilidade aumentou consideravelmente.

Já para as empresárias Betty Notari, 56, e Constança Carvalho, 63, que nunca gostaram muito do que elas chamam de “esquema chato” das academias de ginástica, nem de suar e se cansar muito, o Pilates foi a alternativa ideal. “Nunca tive tanta flexibilidade”, diz Constanza.

Histórias como essas já se repetem aos montes nas academias e estúdios que ensinam Pilates no país, que se constituíram numa autêntica febre. O método, que chegou ao Brasil no início dos anos 90 e fez sucesso inicialmente no restrito universo do balé, virou unanimidade entre celebridades e hoje tem cada vez mais adeptos entre os que não podem ou não querem aderir à malhação tradicional, seja por causa da idade, problemas e limitações físicas ou simplesmente por não gostarem do clima das academias, de música alta, repetições infindáveis, falta de atenção individualizada, competitividade e até exibicionismo. Os estúdios costumam solicitar exames médicos ou atestados que mostrem que o futuro aluno está apto a praticar pilates. Se houver algum problema preexistente de saúde, ele deve ser comunicado ao instrutor para que os exercícios sejam adaptados.

 

Fonte: Jornal Bem Estar

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