Bem-estar

14/03/2018 09h30

Para ser Feliz ...

Nesse 20 de março, Dia Internacional da Felicidade, abrace muito!

Por Nosso Bem Estar

Pxhere | Pixabay
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Você sabia que abraçar é a maneira mais simples de liberar oxitocina, o hormônio da felicidade?

Você sabia que abraçar é a maneira mais simples de liberar oxitocina, o hormônio da felicidade? O abraço é uma forma universal de distribuir afeto e traz diversos benefícios para o corpo e a mente, reduzindo os níveis de cortisol (o hormônio do estresse), relaxando os músculos, diminuindo a tensão e controlando a ansiedade. 

A Rede de Jornais Nosso Bem Estar adotou o Dia Internacional da Felicidade como um dia especial para promovermos ideias e ações voltadas à felicidade e ao bem-estar.  Em 2018, nossa proposta é convidar as pessoas a compartilhar ABRAÇOS para promover FELICIDADE.

Um abraço verdadeiro, profundo, daqueles que reconhece a humanidade do outro, é a forma mais rápida de sentir a felicidade vibrar por todo o corpo.  Experimente e compartilhe!

Mas afinal, o que é Felicidade?

Marci Shimoff, autora do livro ‘Sete passos para alcançar a felicidade, a partir de seu interior’ caracterizou a felicidade como:
- Sentimento de leveza e otimismo.
- Sentir-se vivo, vital, cheio de energia.
- Ter a sensação de abertura, de que tudo flui.
- Sentir amor e compaixão por si mesmo e pelos demais.
- Sentir paixão pela vida e acreditar que ela tem um propósito.
- Sentir gratidão, perdoar.
- Estar em paz com a vida.
- Viver plenamente o momento.

A autora, além disso, explica quais são os piores inimigos da felicidade:

- Queixar-se: compadecer-se de si mesmo; fazer com que os outros sintam pena; fazer-se de ‘mártir’, ou incitar os outros a penalizarem-se porque ‘tudo de mal me acontece’
- Colocar a culpa em alguém ou em algo: Colocar a responsabilidade nas circunstâncias ou culpar os outros por nossa dor ou nossos problemas. Esta atitude nos enfraquece, nos priva do poder e da energia necessárias para lidar com a situação.

- Envergonhar-se: quando sentimos vergonha pelas coisas que nos tem acontecido ou nos sentimos culpados por algo que temos feito (ou deixado de fazer), frequentemente, tratamos de suprimir a dor ou enterrar esses sentimentos incômodos no mais profundo de nosso interior. Ao fazê-lo, gastamos muita energia e bloqueamos a felicidade.

Outras Definições

Para o pesquisador social David Myers, autor do livro “A Busca da Felicidade: Quem é Feliz e Por quê? ”, a melhor definição de felicidade é que se trata de uma sensação de bem-estar, de que a vida – como um todo – anda sobre rodas, flui. Alguns de seus pensamentos:

1 - A felicidade não depende  da idade, do dinheiro que ganhamos, nem de nosso sexo ou religião, mas sim de nossas características pessoais: de como nosso trabalho nos faz crescer ou nos afoga; de nossas relações afetivas.

2 - Muita gente acredita que o estresse permanente da adolescência, a crise dos cinquenta ou o declínio da velhice são períodos de infelicidade. Não são. Os especialistas chegaram à conclusão que nenhum período da vida é mais ou menos feliz que outro, necessariamente.

3 - Nos tempos atuais, mais do que nunca, muitos acreditam que se o dinheiro não compra a felicidade, pelo menos ajuda. Claro que não é agradável passar fome ou não ter teto. Mas uma vez que nos situamos sobre a linha da pobreza (ou da riqueza), o que ganhamos tem pouca relação com nosso nível pessoal de felicidade.

4 – ‘Felicidade não é ter o que queremos, senão querer o que temos’, diz o refrão, o que revela nossa grande capacidade de adaptação.

Felicidade Genuína

O renomado monge budista e PhD em estudos religiosos pela Universidade de Stanford (EUA), Alan Wallace, afirma que existe “dois tipos de felicidade que são complementares, porém, uma delas é mais essencial que a outra. Há a felicidade hedonista, que envolve o prazer mundano; e, o tipo de felicidade que inclui qualquer tipo de prazer, que é despertada através de estímulos: nosso programa de TV favorito, músicas que gostamos, o prazer sexual, os sentidos etc. Ao retirar o estímulo, esta felicidade vai embora.

Para muitos de nós esta é a única felicidade que conhecemos. No entanto, grandes sábios da história humana disseram: “o significado da vida é a busca pela felicidade”. Quando eles dizem isso, não se referem à felicidade hedonista, mas ao que os gregos chamavam de “eudaimonia”, que significa felicidade genuína ou florescimento humano. Florescer é uma sensação de felicidade que está além das vicissitudes momentâneas do nosso estado emocional.  E no que esta felicidade implica? Em uma vida significativa.

Isso é uma qualidade de bem-estar que não vem do que você consegue tirar do mundo, mas do que você consegue trazer para ele. Por exemplo, viver um estilo de vida ético, quando fazemos o melhor pelos outros, de maneira decente, honesta, da forma como gostaríamos de ser tratados.

Quando ficamos fixados em pegar algo do mundo, não sentimos a felicidade genuína, pois o mundo nos prepara para ter sentimentos como inquietação, ansiedade, arrogância etc.  Devemos perceber que o mais profundo nível é expresso na meditação, uma verdade profunda. A qualidade do bem-estar vem pelo conhecimento da realidade como ela é, em um sentido profundo e existencial”.

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