Saúde Integral

12/09/2017 06h30

Já ouviu falar em Crudivorismo?

A alimentação viva que prioriza os nutrientes da comida crua

Por Nosso Bem Estar

Depositphotos | Pixabay
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Transformação na sua rotina alimentar

Você consegue se imaginar adotando um novo hábito alimentar totalmente diferente do seu? Qualquer mudança radical é uma decisão difícil. A transformação alimentar passa por diversos processos de assimilação e reeducação dos hábitos - já que, culturalmente, nossa relação com a comida está ligada aos sentimentos de prazer e satisfação.

Atualmente, alguns estilos de vida relacionados ao hábito alimentar já são bem mais comuns e ganham cada vez mais adeptos de todas as idades. Exemplo disso é o vegetarianismo, que exclui a proteína animal do cardápio, e o veganismo, que vai além da restrição alimentar e busca eliminar qualquer hábito que esteja relacionado à exploração dos animais, se tornando, assim, um verdadeiro estilo de vida.

E você? Já ouviu falar sobre o crudivorismo? Ficou curioso? Acompanhe o artigo e fique por dentro dessa prática alimentar.

O que é o crudivorismo?

Apesar de não ser uma prática tão conhecida como as que já mencionamos, o crudivorismo não é um hábito recente. Ele surgiu em meados da década de 80, nos Estados Unidos, e tem a premissa de consumo de alimentos direto da fonte, ou seja, na sua forma genuína.

Os adeptos da prática, que também é chamada de “alimentação viva”, não consomem nada cozido, frito ou assado. Esses processos de preparo modificam as propriedades dos alimentos e na maioria das vezes gera perda de nutrientes.

 O que faz parte do cardápio do crudivorismo?

Pode parecer impossível pensar neste tipo de hábito, principalmente, se você não dispensa um arroz com feijão, bife e batata frita. Mas acredite: é possível, sim, manter uma rotina alimentar sem estes alimentos no cardápio.

Dentro do cardápio dos crudivoristas, ganham destaque:

  • Frutas: maçã, laranja, banana, limão, coco verde e abacate.
  • Vegetais: folhas verdes, cebola, pimentão e tomates.
  • Ervas: manjericão, menta e orégano.
  • Grãos: lentilha, grão-de-bico e trigo comum.
  • Manteigas vegetais: de gergelim e amêndoas
  • Sais: do Himalaia e celta
  • Condimentos: vinagre balsâmico, de maçã e shoyo
  • Frutas secas: damasco, ameixa e tâmara
  • Adoçantes naturais: stevia e agave
  • Oleaginosas: castanhas, semente de abóbora, linhaça e de girassol.

 

Quais os benefícios da alimentação viva?

O que leva as pessoas a aderirem ao crudivorismo são razões pessoais, mas, cientificamente falando, a prática é, sim, benéfica, já que podemos chama-la de “alimentação enzimática”. Isso porque, os alimentos, quando são cozidos ou recebem outro tipo de manipulação ao fogo antes de chegar à mesa, acabam sofrendo uma redução da quantidade de enzimas em sua composição.

Uma temperatura de 40°C já causa uma grande perda nutricional nos alimentos. O primeiro pesquisador a estudar a importância das enzimas na alimentação, Dr. Edward Howell, já defendia que a falta delas nos alimentos seria uma das maiores razões de envelhecimento e morte precoce. Por quê? As enzimas são as responsáveis por transportar os nutrientes para as células, e, quando são destruídas, nosso organismo deixa de ter um aproveitamento completo dos alimentos, o que dificulta a digestão e promove o gasto das nossas próprias reservas.

Os principais processos adotados pelos crudivoristas

Apesar de ser uma prática alimentar considerada restritiva, o crudivorismo aceita alguns processos e manipulações, como, por exemplo, a hidratação, que, basicamente, amolece os alimentos duros, como as nozes, feijão e sementes em geral. A dica, aqui, é deixa-los de molho: dessa forma, é possível fazer até mesmo purês e papas.

A extração de suco também é uma prática do crudivorismo. Para isso, basta ter uma centrífuga para extrair o suco de determinados alimentos, além das frutas, e, com isso, fazer pastas, caldos e molhos. Além da hidratação e extração de suco, a desidratação também é outro processo importante, usado para concentrar o sabor dos alimentos e deixa-los crocantes.

E agora que você conheceu um pouco mais do crudivorismo, ficou com vontade de fazer um verdadeiro detox no organismo e colher os benefícios da alimentação viva? Ficou com alguma dúvida? 

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