Bem-estar

10/08/2017 06h30

Coloque esse corpo para funcionar!

Leve, divertido e indicado para todas as idades, o Treinamento Funcional tem atraído cada vez mais adeptos, que encontraram na prática uma nova maneira de se exercitar e manter a saúde.

Por Filipe Marcel

Pixabay
M311 sec ago 03c78244

Treinamento eficiente

A malhação já não exige mais aquela série de exercícios repetitivos – e muitas vezes pesados – que estamos acostumados a ver por aí. Desde que o Treinamento Funcional passou a fazer parte da grade de horários das academias, a quantidade de praticantes vem aumentando consideravelmente. O exercício mescla diferentes movimentos comuns do dia a dia, como agachar, subir e descer degraus e esticar braços e pernas - apoiando-se em objetos. Essa atividade ajuda a promover uma maior resistência muscular, além de flexibilidade, potência e agilidade.

“O treino funcional trabalha os músculos de forma integrada, e não isolada como, geralmente, acontece na musculação. O resultado é um corpo mais equilibrado e preparado para enfrentar desafios, sejam eles quais forem. Os praticantes se mostram cada vez mais resistente a lesões, já que esse tipo de exercício contribui na recuperação e prevenção de contusões”, destaca o instrutor Tiago Chagas.

Para os profissionais de educação física, o Treinamento Funcional tem se mostrado tão eficiente que, inclusive, já rendeu algumas variações. É o caso do CrossFit, um programa de treinamento, um pouco mais intenso, que promete também melhorar a capacidade do indivíduo em lidar com as suas tarefas físicas. Aproveitando-se de movimentos do TF, o CrossFit acrescenta alta intensidade aos movimentos, melhorando o condicionamento físico e a parte cardiorrespiratória do indivíduo. “Enquanto o treinamento funcional é recomendado para as pessoas em busca de um corpo atlético, mas sem excesso de músculos, o CrossFit é uma modalidade mais indicada para quem procura definição muscular”, explica Chagas, que tem aplicado nas suas aulas de jiu-jitsu diversos movimentos funcionais para ajudar a evitar lesões no corpo e aumentar o rendimento dos alunos.

Pouca gente sabe, mas o Crossfit é uma marca registrada internacionalmente por uma empresa norte-americana, a CrossFit Incorporation. Por ser uma marca registrada, apenas os locais que pagam royalties à CrossFit Inc. podem utilizar o nome do treinamento. O Brasil é o segundo país com mais boxes, como são chamados os espaços autorizados, com mais de 700 pontos destinados à prática da modalidade. O número está bem longe da quantidade de boxes nos Estados Unidos, que somam mais de 7 mil, mesmo assim está acima de países como Austrália e Canadá. As aulas duram cerca de uma hora e são divididas em três etapas: aquecimento, técnica e o WOD (Workout of the Day, ou treino do dia, em tradução livre), que inclui os exercícios aprendidos na etapa anterior, mas de forma intensa.


Saindo do sofá

Outra variação bastante curiosa é a Calistenia, que utiliza o peso do próprio praticante para desenvolver força e aumentar o tônus muscular. “Não existe nada melhor do que essa sensação de poder malhar livremente. Para quem gosta de se exercitar, essas práticas são muito interessantes, pois trazem resultados rápidos. Já para quem nunca malhou, elas são uma porta de entrada muito mais prazerosa e divertida que o levantamento de peso, por exemplo”, afirma o estudante Jonathan Lima, de 27 anos, três deles praticando o Treinamento Funcional.

A empresária Raquel Fonseca, de 49 anos, fazia aulas de bicicleta e ginástica. No fim do ano passado, Raquel começou a frequentar aulas de CrossFit. “Eu gostei pela liberdade que a prática oferece. E o melhor de tudo é que eu fico muito tempo em uma só repetição. Hoje faço parte dessa ‘matilha’ com muito orgulho”, analisa, lembrando o nome que é chamado o grupo de praticantes de CrossFit. 

X