Notícia

26/07/2017 16h05

Imersos na guerra

Dunkirk assombra pelo realismo e pela sensação sufocante de estar dentro da batalha

Por Max Bof

Divulgação
Dunkirk 1

Na terra, no ar e no mar Dunkirk entrega o que promete

O novo longa do incensadíssimo diretor Christopher Nolan estreou mundo afora fazendo barulho. A crítica de forma quase unânime tem se curvado a Dunkirk e quem já assistiu saiu com a pernas bambas e o coração disparado. E não é para menos. O filme é espetacular, enxuto, coeso e consegue dar novos tons ao já batido gênero de guerra, que muitas vezes peca por repetir os mesmos clichês e defeitos - por melhores que sejam muitos de seus exemplares, como O Resgate do Soldado Ryan. Aqui não temos banhos de sangue, corpos dilacerados ou discursos nacionalistas histriônicos. Não precisa.

A história é baseada na Operação Dínamo que, durante a Segunda Guerra Mundial, pretendia fazer a retirada da Força Expedicionária Britânica e de outras tropas aliadas do porto de Dunkirk, cercado pelas forças nazistas, que naquele começo de guerra (meados de 1940) já invadia os Países Baixos e o Norte da França.

Nolan, com sua já conhecida habilidade de mexer com o tempo e o ritmo da narrativa e, principalmente com a ajuda dos efeitos sonoros e da trilha avassaladora de Hans Zimmer, consegue criar um clima de total imersão no espectador. Ainda mais numa sala IMAX, a sensação de ser engolido pela ação é impressionante, causando bastante comoção.

Na terra, no ar e no mar são as três linhas narrativas, cada uma num fluxo de tempo específico, que acabam por se encontrar em momentos decisivos da narrativa.

Desde já um dos destaques deste ano e despontando como candidato á muitas premiações. Depois da extraordinária trilogia de Batman, do cultuado A Origem e do também bacana Interestelar, Nolan consegue dar um passo além em sua própria carreira.  Que fase deste diretor!

X