Saúde Integral

19/07/2017 06h30

Menos pílulas

Por que tantas mulheres estão parando de tomar anticoncepcional?

Por Nosso Bem Estar

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M23

Qual é a sua escolha?

A pílula anticoncepcional ainda é o método contraceptivo mais utilizado entre as mulheres que fazem o controle da natalidade em longo prazo. Este método é adotado por 28% das mulheres, que usam o medicamento para evitar a gravidez e tratar várias doenças como: a acne, endometriose, TPM e as cólicas menstruais. Enquanto muitas mulheres são adeptas ao uso, outras experimentam os efeitos secundários negativos das pílulas anticoncepcionais, incluindo alterações de humor, ganho de peso, enxaquecas, e diminuição da libido. Esses inúmeros efeitos colaterais fazem com que as mulheres optem por parar de tomar o anticoncepcional.

Mas o que é a pílula anticoncepcional?

As pílulas anticoncepcionais são feitas de compostos sintéticos dos hormônios estrogênio (estradiol) e progestogênio (progesterona). E o que exatamente são hormônios? Em suma, eles são mensageiros químicos que transportam um sinal de uma célula para outra. Por este motivo, quando se toma a pílula, o organismo substitui o ritmo hormonal natural do corpo por um artificial. Além disso, o anticoncepcional tem muitos efeitos colaterais.

Os efeitos colaterais da pílula anticoncepcional

1) O anticoncepcional maquia o corpo

A pílula faz você ignorar o que seu corpo está realmente tentando lhe dizer por maquiar alguns sintomas, como os ciclos irregulares. Isso pode ser muito ruim, uma vez que a TPM, o período fértil e ciclos irregulares são indicadores da saúde e da capacidade do organismo para se reproduzir. Um ciclo irregular pode ser o indicador-chave de que a sua saúde e nutrição devem ser melhor observados. O corpo reduz naturalmente o progesterona em períodos de desnutrição, fome e estresse, como um mecanismo de proteção. É importante lembrar que se o corpo não tem reservas de nutrientes para si mesmo, não é o momento certo para uma gravidez.

2) Aumento de 10 a 30% no risco de câncer de mama

De acordo com a Susan G. Komen Foundation, a análise conjunta de dados de mais de 50 estudos permitiu descobrir que, no período de tempo que uma mulher faz uso das pílulas anticoncepcionais, ela apresenta um grande risco de desenvolver câncer de mama. As chances são de 10 a 30% maiores, em comparação, à mulher que nunca usou a pílula. Uma vez que se para de tomar o medicamento, o risco começa a diminuir e, depois de mais ou menos 10 anos, volta ao índice das mulheres que nunca tomaram a pílula.

3) Deficiência de nutrientes

Contraceptivos orais podem resultar nas seguintes deficiências nutricionais: zinco, magnésio, selênio, vitamina C, vitaminas B2, B3, B6 e B12. A carência destas substâncias ocorre porque o fígado utiliza um número maior destes nutrientes para metabolizar estrogênio no organismo e se desintoxicar.

4) Aumento do risco de doença cardiovascular 

Os riscos cardiovasculares do estrogênio sintético são conhecidos desde 1940, incluindo a sua capacidade de causar coágulos de sangue, varizes  e abortos. O aumento do risco de doenças cardiovasculares é uma das maiores preocupações das mulheres que usam este método contraceptivo.

5) Encolhimento clitoriano

De acordo com a Dra. Sarah Gottfried, os hormônios sintéticos presentes nas pílulas anticoncepcionais podem encolher o clitóris em até 20%, fazendo com que ela se refira à pílula como uma grande “mutiladora genital. ”

6) Outros efeitos colaterais do anticoncepcional

  • Dores de cabeça: O anticoncepcional pode dar início ou agravar a enxaqueca ou uma dor de cabeça recorrente, persistente ou grave. Nestes casos, o uso de contraceptivos deve ser interrompido.  
  • Retenção de líquidos: Os contraceptivos orais podem causar a retenção de líquidos. Por esse motivo, eles devem ser prescritos com cautela, e somente com acompanhamento médico.
  • Distúrbios emocionais: Mulheres com um histórico de depressão devem ser cuidadosamente observadas.  Se a doença se tornar recorrente ou se agravar, é necessário interromper o uso da medicação.
  • As mães que amamentam: Pequenas quantidades de esteroides contraceptivos orais foram identificadas no leite materno. Alguns efeitos adversos sobre a criança foram relatados, incluindo icterícia e aumento das mamas. Além disso, contraceptivos orais no período pós-parto podem interferir na lactação, diminuindo a quantidade e qualidade do leite materno. Os especialistas orientam que a lactante não utilize contraceptivos orais até que tenha completado o desmame do seu filho.

 

E você? O que acha do uso do anticoncepcional? Sabia que existem outras opções de métodos contraceptivos bastante seguros?

Veja na matéria que se encontra em nosso Portal: http://nossobemestar.com/posts/1111-quando-nao-e-a-hora

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