Planeta

21/06/2017 06h30

Como ficamos sem o Tio Sam?

Confira as possíveis consequências, para o Brasil e para o mundo, da saída dos Estados Unidos do Acordo do Clima de Paris.

Por Nosso Bem Estar

Wikimedia
M31

O que esperar com os EUA fora do Acordo de Paris?

A decisão de Donald Trump, atual presidente dos EUA, de retirar seu país do Acordo do Clima de Paris, pode trazer consequências graves a nível mundial. As metas globais de redução na emissão dos gases que causam o aquecimento global ficam afetadas. Porém, um fato é certo e alarmante: o meio-ambiente é quem mais sofrerá os impactos dessa saída, no mundo todo, especialmente nas zonas urbanas.

Impactos globais e locais

Com a saída dos Estados Unidos do Acordo do Clima, o Brasil poderá ter agravamentos na situação climática, pois muitas pessoas vivem em áreas de risco, com alta vulnerabilidade social e econômica.

Isso torna previsível o aumento de catástrofes decorrentes dos fenômenos climáticos, em longo prazo, como deslizamentos, tempestades, secas, enchentes, calor ainda mais intenso, etc.

O efeito estufa e o aquecimento global estão batendo à porta de nossas casas, não é algo remoto, com poucas chances de ocorrência. O pior é que, até que aconteça algo extremo com a população, provavelmente as pessoas não pensarão a longo prazo nesses fenômenos. O problema é que, até o final deste século, as projeções indicam aumento do nível da água do mar e das temperaturas. Por esse motivo, os municípios brasileiros precisam desenvolver planos de adaptação, já que os impactos vão nos atingir diretamente.

O que é o Acordo do Clima?

O Acordo Climático de Paris foi firmado por 195 países, que assinaram o compromisso de manter o aumento da temperatura média global abaixo de 2°C, acima dos níveis pré-industriais. E mais: se esforçar para que a temperatura dos níveis pré-industriais fique limitada a 1,5°C.

A participação dos Estados Unidos era fundamental, porque eles são o segundo maior emissor de gases poluentes, que causam o efeito estufa, do mundo (ficam atrás apenas da China).

Como aconteceu a saída

Em 1° de junho de 2017, o presidente americano, Donald Trump, retirou seu país dos participantes do Acordo do Clima, com a alegação que o efeito estufa é invenção dos chineses, por razões mercantícias, mas a saída já era anunciada em sua campanha eleitoral. Ou seja, caso fosse eleito, ele retiraria o país do Acordo. Dito e feito.

E mais: o homem mais importante dos EUA afirmou que a saída também foi motivada por perdas econômicas americanas. Com isso, Estados Unidos, Nicarágua e Síria são os únicos países que não participam do Acordo Climático de Paris.

A recepção da notícia pelo mundo

É claro que a saída dos EUA do Acordo do Clima não foi bem recebida mundialmente. O presidente da França, Emmanuel Macron, inclusive divulgou um slogan em oposição ao que foi criado por Trump. O presidente americano quer que se “Faça a América grande novamente”, enquanto o governante francês pede que se “Faça nosso planeta melhor novamente”.

E mais: as críticas negativas aconteceram inclusive em território americano. Três Estados afirmaram sua contrariedade à saída: Nova York, Califórnia e Washington. Por conta disso, há esperança. Afinal, três regiões americanas continuarão a trabalhar pela redução na emissão dos gases, investindo em fontes de energia renováveis e focando na sustentabilidade.

Os países participantes do Acordo, incluindo o Brasil, continuarão com seus esforços para alcançar a meta estipulada. Contudo, a pergunta que não quer calar é: quando a China irá se colocar como protagonista dessa história, já que é a maior emissora de gases poluentes, causadores do efeito estufa? 

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