Crescimento pessoal

17/05/2017 06h30

O poder interior

Grande parte de nossa jornada pode ser traçada pelo poder de nossa vontade

Por Marcelo Brodbeck da Silveira

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M21

Tenha consciência do seu poder interior

Embora existam aspectos da existência do nosso ser que pertencem à dimensão do mistério, e sobre os quais não temos qualquer possibilidade de controle, a maior parte de nossa jornada pode ser traçada pelo poder de nossa vontade.

O conceito de poder ao qual estamos habituados costuma ser aquele que se refere à atitude de exercer alguma influência ou domínio sobre o outro.

Entretanto, em termos de espiritualidade, o poder tem um significado muito mais profundo. Ele se refere ao poder sobre nós mesmos, que emana da consciência divina que habita em cada um.

Quando está plenamente desperto e fortalecido, ele se mostra como um poder espiritual, uma força interior que nos torna capazes de controlar o ego e as emoções, além de ter completa segurança e controle sobre nosso próprio ser.

Aquele que o experimenta, não teme o julgamento ou a rejeição do outro, nem direciona suas ações pelo medo ou pela culpa. Aliás, as escolhas são os mais fortes indícios da inteireza do poder espiritual.

Quanto mais desenvolvido ele for, maior será a segurança para tomar decisões e, de forma inteira e madura, pagar o preço que for necessário por elas. Na imaturidade e na parcialidade, ao contrário, nosso eu tende a temer ao fazer uma escolha por receio de errar ou pela incapacidade de abrir mão de algo.

Para que o poder interior se torne o único mestre de nossa vida, é imprescindível que aprendamos a viver de modo inteiro, completamente consciente, ao invés de seguirmos em estados de letargia e adormecimento, deixando-nos arrastar pelos acontecimentos, assim como meras vítimas do destino.

Embora existam aspectos da existência do nosso ser que pertencem à dimensão do mistério, e sobre os quais não temos qualquer possibilidade de controle, a maior parte de nossa jornada pode ser traçada pelo poder de nossa vontade, por um desejar completo e profundo, que se impõe de maneira espontânea, natural e inteira, sem luta alguma, quando emana diretamente do nosso poder interior, nossa inteireza do ser.

 

Maturidade: A diferença entre a relva e as flores é a mesma que existe entre você enquanto não sabe que é um buda, e você no momento em que compreende que é um buda. De fato, nem poderia ser diferente.

O buda é completamente florescido, inteiramente aberto. Os seus lótus, suas pétalas, chegaram a uma completa realização... Com certeza, ser você mesmo, pleno de primavera, é muito mais belo do que o orvalho de outono caindo sobre as folhas de lótus.

E olha que essa é uma das coisas mais lindas de se ver: o orvalho de outono caindo sobre as folhas de lótus, brilhando ao sol da manhã, como pérolas verdadeiras.

Naturalmente, isso não passa de uma experiência momentânea. À medida que o sol se levanta, o orvalho de outono começa a evaporar-se. Essa beleza passageira certamente não pode ser comparada com uma eterna primavera em seu ser.

Por mais longe que você consiga olhar para trás, verá que essa primavera sempre esteve ali. Olhando para frente o mais que pode, você se surpreenderá: trata-se do seu próprio ser. Onde quer que você esteja, essa primavera estará também, e as flores continuarão a cair sobre sua cabeça. Isso é primavera espiritual”.  Osho – No mind, the flowers of eternity

 

Marcelo é coach pessoal

Para que o poder interior se torne o único mestre de nossa vida, é imprescindível que aprendamos a viver de modo inteiro, completamente consciente, ao invés de seguirmos em estados de letargia e adormeciment

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