Notícia

04/04/2017 17h51

A CABANA CHEGA AOS CINEMAS

Interessante em alguns aspectos, mas podia ser melhor no conjunto.

Por Max Bof

Divulgação
Cabana4

Adaptação divide opiniões

A adaptação do best-seller de William P. Young, A Cabana, chega ás telas com alguns pontos positivos, mas muitos negativos.

O enredo traz a história de Mack Phillips, que, anos após o desaparecimento de sua filha recebe um convite, aparentemente vindo de Deus, para um encontro na cabana onde provas do assassinato dela foram encontradas. Mack, então, passa o fim de semana na companhia de três pessoas que representam a Santíssima Trindade: Deus, Jesus Cristo e o Espírito Santo.

A produção é grande, uma das maiores já vistas para filmes do gênero espiritual ou autoajuda, principalmente por contar com atores do primeiro time de Hollywood. Infelizmente não é o suficiente para entregar um filme mais encorpado, mais profundo. Há muitos ensinamentos e lições importantes, como a questão do perdão e da culpa, mas algumas vezes tratados de forma um tanto simplista. Um pouco mais de capricho nos diálogos ajudaria. E um pouco mais de recurso dramático a Sam Worthington viria bem a calhar. Ele se esforça, mas lhe falta profundidade.

Uma coisa positiva na adaptação foi cortar uma cena constrangedoramente proselitista da parte final do livro, numa espécie de celebração a figura de Jesus, descendo dos céus num manto iluminado Outro acerto foi optar por um desfecho mais aberto – acredite quem quiser se tudo ocorreu ou foi apenas um sonho. O livro não deixava esta mesma liberdade. Mas quase no apagar das luzes o diretor (ou o autor?) não se contém e deixa uma ceninha relacionando a igreja como algo necessário para exercer a espiritualidade. Podíamos ter encerrado sem esta.

Apesar dos tropeços, é um filme que vale a pena ser visto pela inescapável reflexão que provoca. 

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