Saúde Integral

29/03/2017 06h30

Quando não é a hora!

Existem muitas opções de métodos contraceptivos bastante seguros, além da pílula anticoncepcional. Conheça três deles.

Por Nosso Bem Estar

Getty Images | Pixabay
Nao e hora de gravidez 1

Conte com métodos anticoncepcionais alternativos

Muitas mulheres costumam receber apenas duas opções de métodos contraceptivos de seus médicos quando iniciam sua vida sexual: as pílulas anticoncepcionais e a camisinha. As pílulas, no entanto, que já foram consideradas uma das grandes responsáveis pela revolução sexual dos anos 60 e 70, pelo controle da fertilidade feminina, o planejamento familiar e a entrada das mulheres no mercado de trabalho, hoje, estão ganhando fama de vilãs.

Muitas mulheres acusam os anticoncepcionais tradicionais de causarem uma série de problemas colaterais, como ganho de peso, enxaqueca, baixa libido e, nos casos mais graves, até mesmo trombose. Na contramão do que ocorreu na geração de nossas mães, atualmente muitas jovens estão se voltando contra as pílulas e procurando métodos mais modernos, e menos agressivos, para evitar uma gravidez indesejada.

No artigo de hoje vamos falar sobre três métodos contraceptivos pouco conhecidos: o DIU Mirena, o implante subcutâneo e o anel vaginal.

Conheça o DIU Mirena, o mais moderno método contraceptivo do mercado

O DIU, Dispositivo Intrauterino, já é mais conhecido no Brasil pela sua versão antiga, a de cobre, que trazia diversos problemas para a saúde da mulher. Em sua versão moderna, o DIU Mirena é uma cápsula com hormônios que é colocado dentro do útero da mulher, liberando em doses mínimas e constantes os hormônios necessários para que ela se proteja por cinco anos. Após esse período, o DIU pode ser trocado por outro, sem problemas. O Mirena é bastante indicado para mulheres que precisam diminuir a intensidade do fluxo menstrual, já que a grande maioria das usuárias deixa de menstruar, fumantes e para as que têm histórico de trombose na família.

O DIU é um método muito seguro, que não causa aborto e com chances de falha tão baixas quanto os métodos cirúrgicos. Para colocá-lo, é preciso uma intervenção cirúrgica realizada por um médico. A anestesia não é obrigatória, e em poucos minutos a mulher já sai com o dispositivo. Após algumas semanas, é preciso fazer um exame de ultrassom para verificar se o DIU está bem posicionado. Anti-inflamatórios e remédios para dor podem ser administrados na primeira semana.

E se a mulher quiser engravidar antes do prazo de cinco anos? Basta marcar um horário com o ginecologista e pedir a retirada do dispositivo. Entre alguns meses, seu ciclo retomará o padrão natural e ela estará fértil novamente.

O implante subcutâneo

O implante subcutâneo é uma capsula que contém hormônio etonogestrel, e que é colocada debaixo da pele da mulher. A capsula possui 4 cm de comprimento e 2 mm de diâmetro. Ela não é incômoda, e é aplicada no próprio consultório médico, pelo ginecologista.

Diferente do DIU, que atua localmente, o implante libera o hormônio na corrente sanguínea. Por isso, ele não é indicado para fumantes nem mulheres com histórico de trombose na família.

Da mesma forma que o DIU, caso a mulher queira engravidar, basta pedir a remoção do implante.

Anel vaginal

Para mulheres que não querem tomar a pílula diária, mas também não desejam partir para métodos contraceptivos de longa duração, como o DIU Mirena e o implante subcutâneo, essa é uma opção.

O anel vaginal é composto de etonogestrel e etinilestradiol. Ele é flexível e confortável, e sua posição correta é na parte superior da vagina, uma região não sensível. A usuária não deve sentir dor e nem incômodo, e o anel não é sentido por nenhum dos parceiros durante a relação sexual.

Antes de optar por qualquer método contraceptivo, é importante consultar seu ginecologista de confiança para que ele veja qual deles é o mais indicado para você, seu estilo de vida e histórico. Nunca tome medicamentos sem conhecimento do seu médico.

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