Família

02/01/2017 08h00

Mesada para os filhos: sim ou não?

Conheça mais sobre esse importante assunto e saiba qual é a melhor forma de propiciar desenvolvimento a eles em relação a esta área fundamental da vida.

Por Nosso Bem Estar

Arquivo Nosso Bem Estar
Mesada

As crianças só devem receber mesada quando já souberem realizar as operações matemáticas

Você tem dúvidas se deve ou não dar mesada para os filhos? Se acha que deve dar, qual é o valor ideal? Quando eles devem receber o dinheiro? Esclareça todas as suas dúvidas sobre como lidar com este tema, que mais cedo, mais tarde, vai aparecer na vida de todo pai.

A resposta é sim

Sim, crianças e jovens devem receber mesada. Assim, eles tomarão consciência sobre a importância do dinheiro e aprenderão a economizar e investir. Além disso, a mesada ensina seus filhos a valorizarem o trabalho.

Vamos passar umas dicas importantes para dar mesada para os filhos e fazer com que eles aprendam a se desenvolver financeiramente.

Quando se deve dar mesada?

As crianças só devem receber mesada quando já souberem realizar as operações matemáticas (divisão, multiplicação, adição e subtração). Assim, saberão fazer contas (e compras).

O valor dado à criança não deve ser exagerado, mesmo que a família tenha condições, pois isso cria um hábito negativo com relação à quantia recebida. O valor não é ilimitado e eles precisam saber disso para valorizar o dinheiro.

A mesada para os filhos pode ser dada mensalmente, (daí vem seu nome), quinzenalmente ou semanalmente. O que não é recomendado é que a criança ou jovem receba quantias todos os dias, pois isso significa que o dinheiro sempre é reposto facilmente quando acaba, o que cria um péssimo hábito.

É importante para o desenvolvimento dos filhos saber que, ao gastar todo o seu dinheiro antes do próximo recebimento, ele ficará sem novos ganhos até o período estipulado. Assim, aprenderá a gastar com consciência.

O que a mesada paga?

Muitos pais têm dúvidas sobre o que o dinheiro da mesada deve pagar. Geralmente ela contempla despesas com brinquedos e passeios, por exemplo, mas não deve pagar custos de despesa e alimentação, que são de responsabilidade dos pais até que os jovens possam trabalhar e ter dinheiro para o seu sustento.

Ele é um incentivo para que a criança aprenda a valorizar o dinheiro, investindo-o com consciência, em compras úteis. Com ela, é possível entender a durabilidade do dinheiro e o valor dos objetos.

O valor deve ser fixo

Note que não fizemos uma pergunta, mas colocamos uma afirmação na frase acima. Isso porque muitos pais aumentam ou diminuem o valor da mesada para os filhos de acordo com alguns requisitos, como o bom comportamento. Em muitos casos, a criança ou jovem pode perder a mesada como castigo.

O corte pode ser feito, quando acontece o caso acima, mas não se deve aumentar ou diminuir o valor de acordo com a conduta. A mesada serve justamente para que haja consciência sobre o sistema de remuneração (como um salário) e ela deve ser o mais próxima possível da realidade.

O que você pode fazer, para que a criança ou jovem receba mais mesada, é cobrar o cumprimento de algumas tarefas, como secar a louça, arrumar o quarto ou recolher o lixo. Assim, ele saberá que recebeu dinheiro porque concluiu algumas tarefas, como um trabalho em uma empresa. Isso é permitido e incentivado, mas a redução não é recomendada.

Quanto devo pagar?

Não iremos sugerir quanto você deve dar, pois a decisão cabe aos pais. É preciso colocar na ponta do lápis todas as despesas, excluindo alimentação e roupas. Por exemplo: lazer (cinema, passeios, viagens escolares, jogos), lanche da escola, brinquedos, etc. Depois de contabilizar as despesas mensais, estipule um valor que as cubra e pague a mesada ao seu filho da maneira que preferir.

O ideal é que ele tenha um cofrinho ou uma carteira para guardar as notas e moedas (se for um jovem, ele pode até ter uma conta bancária e cartão de débito). Oriente-o a poupar e investir sua mesada, fazendo com que ela dure até o próximo pagamento.

O diálogo é a chave

No começo, pode ser que a mesada para os filhos não dê certo. Mas recomendamos que você não perca o controle e utilize sempre o diálogo para que ele entenda que dinheiro não nasce em árvore e que há limites de gastos. Peça para ele anotar seus gastos e, com paciência, oriente-o a poupar e fazer a mesada render.

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