Crescimento pessoal

11/11/2016 08h00

Fazer o bem faz bem

Conheça os diversos benefícios do trabalho voluntário e da doação

Por Nosso Bem Estar

Arquivo Nosso Bem Estar
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Pessoas que doam seu serviço para o bem de outras são muito mais saudáveis do que aquelas que não o fazem.

Para o psicólogo e autor do livro Born to be Good, Dacher Kelter, a bondade pode ser uma disposição genética – “uma evolução” de espécie que foi desenvolvida pelo cérebro e pela prática social. Existem pessoas mais inclinadas para este sentimento assim como para a generosidade, brincadeira e reverência, por exemplo, que se manifestam por emoções como compaixão, gratidão e felicidade.

Como sabemos, estes sentimentos tão lindos não dependem apenas da genética e podem ser desenvolvidos ao longo de nossas vidas. E o início de tudo isso... é a felicidade! Susan Andrews em seu livro A ciência da felicidade afirma que estudos realizados mundo afora tem repetidamente apontado que os principais fatores para ter uma felicidade duradoura são:

  1. Fortes laços afetivos com amigos e familiares: o amor que damos e recebemos;
  2. A sensação de significado na vida. Além de uma crença superior a si mesmo, um propósito fora de nós mesmos – a sensação de estar contribuindo para algo importante.

Ela não foi a única em fazer esta afirmação. David G. Myers, outro estudioso do assunto felicidade, diz que se preocupar com outros cria um impulso psicológico e um senso de competência que nos deixa mais felizes. Para o Dr. Stephen G. Post, viver uma vida com amor e significado traz mais felicidade, saúde e tempo de existência. Uma pesquisa feita pela organização Do Good Live Well apresentou diversos benefícios apontados pelas pessoas que fizeram trabalho voluntário ou algum tipo de doação. Foi observado que:

- aumentou o sentimento de propósito em suas vidas (92%);

- aumentou o senso de bem-estar (89%);

- diminuiu o stress (73%);

- ficaram mais felizes (96%);

- melhorou sua saúde mental (77%);

- ajudou na recuperação de uma perda ou frustração (78%)

- se sentiram mais saudáveis fisicamente (68%);

Outros relatos como menos problemas ao dormir, menos ansiedade, mais qualidade em amizades e redes de relacionamentos também foram feitos pelos voluntários/doadores. E os benefícios vão além disso. Allan Luks em seu livro The Healing power of doing good afirma que as pessoas que doam seu serviço para o bem de outras são muito mais saudáveis do que aquelas que não o fazem. Além de aumentar os hormônios químicos benéficos do seu corpo, o comportamento generoso ajuda a diminuir os riscos de depressão e suicídio e ainda há relatos de aliviar dores e tensões, trazer mais tranquilidade, maior autoestima e energia.

Em geral, os benefícios de ajudar as pessoas são apresentados quando há uma relação pessoal - “colocando a mão na massa”; no entanto, Dr. Post fala que o ato de doar em si (com contato direto ou não) tem a mesma base neurológica. Portanto os benefícios que o ato de doar ocasiona podem vir também pela filantropia, como contribuir financeiramente para uma instituição de caridade de sua confiança.

Em resumo, ser uma pessoa feliz, fazer o bem e ser generoso fazem parte de um grande ciclo contagiante e reverbera mais fortemente do que imaginamos. Como Andrews diz em seu livro, a sua felicidade não aumenta apenas a chance de que alguém próximo a você fique mais feliz, mas também de que o humor positivo chegue a pessoas que talvez você nem conheça – podendo melhorar o humor do irmão, de amigos, de vizinhos, etc. Note: quando estamos plenos, com astral positivo, sentimos vontade de compartilhar mais, de passar o bem adiante, de ajudar outras pessoas; e estas que receberam nossa ajuda, por sua vez, sentem-se mais felizes e dispostas a ajudar outras também, tornando este movimento um grande “ciclo do bem”.

E você, o que acha de fazer parte disso?!

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